MAGOE E MACOSSA

já tem água potável

 O GPZ acabou de instalar muito recentemente na Vila de Magoé, província de Tete, um sistema de abastecimento de água que abastece as populações e também os campos de produção.

Foram instalados ali 8 torneiras, numa primeira fase. Cada torneira, e com todas abertas em simultâneo, em 63 segundos enche um balde de 20 litros.

Os trabalhos de Magoe consistiram na construção de 16 caixas de captação de água a montante, na construção de uma caixa ou tanque central de recolha de agua também a montante, na reabilitação de uma caixa próxima a galeria, no lançamento do tubo PVC de cerca de 800 m, na construção da tubagem da fonte ao fontanário, na construção de um fontanário com 8 torneiras e na vedação da nascente com rede tubarão.

Com este passo, esta mais que claro que terminamos a luta e conflito entre  o homem e o animal na procura do precioso liquido que acontecia com muita frequência na fonte, diminuímos a distancia percorrida pelos consumidores em cerca de 1 km, diminuímos o tempo de espera na fonte, de cerca de 20min para ca. 2min e acesso a água potável sem contaminação pelos excrementos dos animais. 

A semelhança de Magoé, beneficiaram também de agua as Vilas de Macossa, Província de Manica, Ulongué (Angónia), província de Tete,  e Chitima, também Tete.

Aqui, foram instaladas bombas de captação de água.

São trabalhos  preliminares, com vista a minimizar o sofrimento das populações. A próxima fase será de melhorar esses sistemas, por forma a beneficiar cada vez mais pessoas.  
 


                                                                        VALE DO ZAMBEZE

                                                      CADA VEZ MAIS PRÓXIMO DO MUNDO

Tete, mais concretamente a  cidade de Tete, sede do Gabinete do Plano de Desenvolvimento da região do Zambeze (GPZ) e a Vila de Moatize, esta última dista a sensivelmente 20 Kms da cidade de Tete, dispõem de um serviço Provedor de Internet (WISP).

Este serviço cuja exploração comercial está a cargo da VALZAMBNET, uma empresa especializada em tecnologias de Informação e Comunicação, permite não só cobrir as necessidades de acesso em termos de Internet, mas disponibiliza também a dezenas de clientes (entidades públicas, empresas e utilizadores individuais) e, a um custo bastante reduzido, o acesso à rede mundial de dados.

A utilização de tecnologia Wireless que não passa pelas linhas telefónicas, permite o fornecimento aos nossos clientes de acesso a Internet com alta velocidade através de banda larga, a curto prazo a possibilidade de teleconferência.

O GPZ passou para uma exploração privada deste serviço, estando neste momento a VALZAMBNET a explorar o mesmo em regime de concessão. A VALZAMBNET cobre as necessidades do GPZ em termos de Internet, mas também disponibiliza a dezenas de clientes, tais como entidades públicas, empresas e utilizadores individuais, entre outros.

Este é o primeiro Serviço  Provedor de Internet via wireless em Moçambique, totalmente autónomo, instalado e a funcionar fora da cidade de Maputo.

O Serviço Provedor de Internet via wireless do GPZ entrou em funcionamento desde o dia 25 de Setembro de 2005 passado, e a avaliar pelas solicitações, é um serviço bastante concorrido, dadas as vantagens que oferece.

Caso para dizer que o Vale do Zambeze esta cada vez mais próximo do mundo, no concernente a comunicação.
 
 


                                          GeoCAPITAL quer investir no Vale do Zambeze

 Uma delegação da GeoCAPITAL, de Portugal, visitou muito recentemente Moçambique, mais concretamente o Vale do Zambeze. A delegação era constituída por três individualidades, incluindo o  Presidente da Comissão Executiva, teve oportunidade de visitar algumas zonas desta rica região,  nomeadamente as províncias de Tete, a saber a cidade de Tete, distritos de Cahora Bassa, Magoé, Posto Administrativo de Mucumbura, e a província da Zambézia, mais concretamente a cidade de Quelimane, os distritos de Inhassunge e de Mocuba.

Constituiu objectivo da visita ao Vale do Zambeze, se familiarizar com este enorme potencial natural, para perspectivar a produção e processamento do algodão até ao nível das confessões, mas também de outras culturas de rendimento.

 O GPZ que já investe na área de algodão, pretende  chamar para si, essa agencia de desenvolvimento para uma parceria que possa assegurar a extensão do negocio, para mais áreas, mas também garantir a instalação de fabricas de processamento na região.

 No decurso da visita, a delegação ficou igualmente deveras impressionada com a aquacultura de camarão, actividade praticada em Inhassunge, província da Zambézia, distrito para onde  também se deslocaram.

 A GeoCAPITAL esta interessada igualmente na Imobiliária. Ao efectivar-se a parceria, seria uma mais-valia, pois o GPZ já está a trabalhar com vista implantar um Complexo Hoteleiro na cidade de Tete, nas antigas instalações do Aeroclube.

 A delegação da GeoCAPITAL visitou igualmente o gigante adormecido, Têxtil de Mocuba. A Têxtil de Mocuba é um projecto ambicioso, que ao ser (re)implementado, daria emprego e vida a mais de 3.000 moçambicanos. Recordar que Mocuba, bem como seus arredores, são zonas  com tradição do cultivo do algodão.

No corrente de 2005 foi entregue ao GPZ a infra-estrutura ali existente. Embora degradada, a Têxtil de Mocuba é uma infra-estrutura com grande potencial para o recomeço da actividade.

 No final da visita foi assinado um Memorandum de Entendimento com vista ao relançamento de uma parceria sólida com benefícios mútuos  entre as duas Instituições: O GP e a GeoCAPITAL.

Espera-se, de facto, que seja, uma parceria do tipo win-win. 
 




                                                              RECURSOS NATURAIS DO VALE DO ZAMBEZE

vão ser inventariados 

O GPZ iniciou muito recentemente a inventariação  de todos os recursos naturais da região do Vale do Zambeze.

A inventariação está sendo  realizada por técnicos da Divisão de Planeamento Físico, do GPZ e consiste em:

 1 . Listagem e caracterização da riqueza em recursos pedagógicos, minerais, florestais e faunisticos com indicações do estado de conservação e potencialidades de exploração;

2 . Inventariação da disponibilidade dos recursos hídricos, incluindo a sua caracterização quantitativa e qualitativa;

3 . Inventariação dos ecossistemas costeiros e terras húmidas relevantes;

4 . Inventariação dos recursos florestais, quantitativa e qualitativamente;

5 . Actualização das cartas e a base de dados dos recursos naturais da região do Vale do Zambeze.

 O inventário deverá constituir-se na base  referencial mais importante para a classificação dos recursos naturais, delimitação e cadastro do património regional, o qual permitirá a identificação de áreas produtivas para fins industriais, agrárias, medidas de maneio e elaboração de carteiras de projectos. O banco de dados vai conter informações necessários à elaboração de Planos de Desenvolvimento sustentável, de maneio de recursos naturais, e de promoção de Investimentos na região do Vale do Zambeze.  
 


MAJAWA VAI SER RELANÇADO 

O Complexo Agro-pecuário de Majawa, distrito de Milange, província da Zambézia, vai ser relançado, depois de longos anos de paralisação.

O primeiro passo vai consistir no lançamento de um concurso  de estudo de viabilidade deste importante complexo.

No âmbito deste estudo de viabilidade técnica e económica, serão estabelecidas as bases de trabalho em termos de condições necessárias e suficientes para a realização integral  que vise a reabilitação da mini -hídrica e de outras infra-estruturas ali existentes.

 O primeiro passo, e o  mais importante, é a reactivação e exploração sustentável da central mini - hídrica  ali existente,  para  a produção e venda de energia eléctrica, contribuindo desta forma para a melhoria das condições de vida das populações. Com a mini - hídrica em funcionamento, como que a montante, a actividade comercial e social vai renascer, a jusante.

   Atendendo os níveis de rendimento da maioria dos potenciais consumidores, o estudo de viabilidade técnica, económica e financeira para a reactivação e exploração da Central mini - hídrica de Majawa deverá assentar numa perspectiva de desenvolvimento  local. Entre outros aspectos, o estudo deverá abranger :

·        Analise socio-económico;

·        Estudo do mercado (estimativas de carga, aspectos demográficos, poder de compra, etc.);

·        Estimativas de despesas de investimento e custos operacionais;

·        Estudo de cenários do sistema tarifário;

·        Estimativas de facturação;

·        Analise da viabilidade económica;

·        Analise dos impactos e efeitos do projecto (criação do emprego, transferência de conhecimento e assistência técnica, qualidade de vida das populações locais, ambiente e biodiversidade, potencialidades dos efeitos multiplicadores.

  No passado recente, existia em Majawa, para além da mini - hídrica, um conjunto de infra-estruturas e meios  que faziam da Vila um verdadeiro Centro habitacional e de comercio.



                    PLANO DE ACTIVIDADES 2005 E PERSPECTIVAS 2006 PARA O GPZ


O Conselho de Direcção do GPZ esteve reunido na sua primeira sessão ordinária de 2005, nos dias 15, 16 e 17 de Março de 2005, na VILA ULONGUÉ, Distrito de Angónia, Província de TETE. No referido encontro o Consultivo deste órgão apreciou e aprovou, com emendas, os relatórios de Actividades das Divisões e Sub-regiões referentes ao segundo Semestre de 2004. De igual modo, elaborou e adoptou o Plano de Actividades para 2005 e a Proposta das linhas de acção do Plano para 2006.

Três vectores principais que foram definidos para o Plano de 2006 são:

  1 –   Água;
  2 –   Comercialização agrícola e processamento;
  3 –  Instalação de Quadros com formação média e superior no Vale, em actividades de rendimento e auto-       emprego, com vista a induzir actividades de extensão e prestação de serviços na comunidade.

Na mesma ocasião o órgão desenhou o seu calendário de actividades de Planificação.

Propostas de Actividades para 2005 e do Plano para 2006 serão trabalhadas e melhoradas de acordo com as recomendações deste Conselho de Direcção. Esses documentos vão constituir matéria de análise e discussão durante a próxima reunião do Conselho de Direcção alargado aos Directores Provinciais agendado para o mês de Abril.

A próxima reunião do Conselho de Direcção alargado aos Directores Provinciais vai ter lugar nos dias 12, 13 e 14 na cidade de Tete.

A reunião do Conselho Técnico vai ter lugar nos dias 6 e 7 de Maio próximo, na cidade de Chimoio – província de Manica, e contará com a presença de convidados de Empresas Públicas e Privadas.

Depois do Conselho Técnico, como é tradição, toda a matéria aqui discutida, será submetida a COMISSÃO INTERMINISTERIAL DO GPZ, para apreciação final, e posterior emissão ao Conselho de Ministro para decisão.

De referir que as acções no âmbito de Desenvolvimento Comunitário continuam a ser o coração de toda a actividade do GPZ.





                            INDIA ESTA INTERESSADA EM INVESTIR NO VALE DO ZAMBEZE


Esteve recentemente de visita ao Vale do Zambeze uma missão de empresários Indianos.

O grupo indiano pretende investir na produção da cana-sacarina, numa área estimada em 25 000 hectares, situada no distrito de Caia, província de Sofala. Esse investimento será completado com a montagem de um Complexo Agro-industrial para a produção do açúcar e seu derivados.

A área identificada para o projecto do açúcar encontra-se localizada numa vasta planície, a partir do rio Zangoe, ate as proximidades da Vila de Sena, incluindo Zangoe Muana e parte da faixa da estrada Caia-Sena.

Esta terra é caracterizada por uma vegetação graminal, dominante, e arbustos de forma dispersa.

Para o desenvolvimento de irrigação foram colocados três opções, sendo a primeira a exploração de aguas suhbterranéas, a segunda a partir do rio Zambeze para reforçar o caudal de Zangoe Muana, e a terceira, de uma bombagem a partir do rio Zambeze para um canal a ser construído. A determinação da opção técnica a seguir dependerá dos resultados dos estudos técnico.

O mesmo grupo de investidores Indianos de visita ao Vale do Zambeze manifestou também interesse na produção de arroz e seu derivados.

Existe a possibilidade de se recorrer ao Satélite indiano para um levantamento topográfico das áreas para a produção da cana-sacarina, quer para o arroz, a escalas maiores.

A grande vantagem é de que os acessos para as referidas áreas estão assegurados, uma vez já garantidos pela EN1 e pela via férrea, a Linha de Sena, já em construção.

 


                         COMISSÃO INTERMINISTERIAL DO GPZ

 REUNIDA EM QUELIMANE APROVA O RELATÓRIO

 
A Comissão Interministerial do GPZ reunida em Quelimane nos dias 24 e 25 de Julho de 2004, dirigida pelo Presidente da Comissão Interministerial, a Primeira Ministra Dra. Luísa Diogo apreciou e aprovou o Relatório -Balanço das actividades do GPZ no ano de 2003.

A sessão de abertura foi pública, com a presença do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, de Deputados da Assembleia da República residentes em Quelimane, incluindo S. Ex.ª o 2°  Vice-Presidente da AR, e a Imprensa.


Destaque foi para o acto de aprovação, por este órgão, já no seu último dia de trabalhos, de uma Resolução, acto impar e que acontece pela primeira vez nas sessões da Comissão Interministerial.

A resolução contém decisões importantíssimas para o GPZ como  agência implementadora de Programas de desenvolvimento na região do Vale do Zambeze, bem como para os parceiros e demais envolvidos e interessados no desenvolvimento regional.

RESOLUÇÃO 

1. A Comissão Interministerial do GPZ, reunida em sessão ordinária de 24 a 25 de Julho de 04 em Quelimane, examinou e aprovou o Balanço das actividades do GPZ e as perspectives para 2005.

2. Saudou os resultados já alcançados e o esforço realizado pelos directores, coordenadores e técnicos do GPZ e pelos Governos Provinciais e Distritais no cumprimento do Plano de Desenvolvimento Comunitário e do Programa Estratégico do Vale do Zambeze, aprovados pelo Conselho de Ministros e que são instrumentos essenciais do Programa do Governo para alívio da pobreza absoluta, a correcção dos desequilíbrios de desenvolvimento e a emancipação económica do nosso país.

3. A Comissão Interministerial do GPZ regozija-se com os progressos alcançados para a reabilitação da Linha de Sena, construção da Ponte de Caia/Chimuara, a solução temporária da travessia do Zambeze por novos batelões, bem como o recomeço de actividade das minas de Moatize e encoraja para que se prossiga com o trabalho.

4. A Comissão Interministerial do GPZ introduziu emendas ao documento sobre o balanço das Actividades do GPZ 2003/2004 e as Perspectivas para 2005.

5. Foi recomendado que em cada sessão seja analisado o grau de implementação das decisões da sessão anterior da Comissão Interministerial do GPZ.

6. Foi recomendada a dinamização da actividade do Conselho Técnico, o que requer a implementação das decisões da Comissão Interministerial realizada no Songo, sobre a designação, em cada Ministério e Governo Provincial de um dirigente como elo de liga
cão para os assuntos do GPZ.

7. Notou-se, também, que há necessidade de uma melhor coordenação e comunicação entre os sectores, governos provinciais e o GPZ, de maneira a maximizar-se a utilização dos recursos e das capacidades.

8. Neste sentido, a Comissão Interministerial do GPZ aprovou a recomendação do Conselho Técnico sobre a necessidade de o GPZ, após discussões nos distritos e Governos Provinciais, até finais do 1º trimestre de cada ano, levar à discussão, no Conselho Técnico, as linhas do plano para o ano seguinte.

9. A Comissão Interministerial orienta o GPZ para que os graduados do ensino médio e superior sejam colocados nos distritos, criando o seu emprego e empregos, introduzindo massas críticas de conhecimentos e gestão nas actividades agro-pecuárias e de comercialização, em parceria com as empresas e os mais variados sectores.

10. A Comissão Interministerial recomenda ao GPZ para que prossiga o esforço de promoção e capacitação do empresariado local e, como principal accionista da SOGIR, impulsione a empresa a investir em actividades rentáveis em parceria com o sector privado, como proposto e aprovado na sessão de Novembro de 2001.

11. A Comissão Interministerial do GPZ recomenda a ratificação urgente do acordo do Triângulo de Desenvolvimento de Moçambique, Malawi e Zâmbia, que se enquadra nos parâmetros da NEPAD da SADC.

12.
A criação da Comissão da Bacia do Zambeze, que integra os oito países ribeirinhos, leva a um desenvolvimento regional mais integrado e necessita da contribuição do GPZ.

13. O GPZ deverá esforçar-se, ainda mais, para capacitar os distritos de modo a que estes planifiquem e monitorem os programas de desenvolvimento comunitário e sócio económicos.

14. As reformas em curso ao nível da descentralização da administração pública requerem uma maior reflexão, para se garantir uma melhor organização e eficiência da acção no Vale do Zambeze.

15. Importa, igualmente, que o GPZ prossiga e amplie a acção de apoio e desenvolvimento das associações de camponeses, capacitando-as de maneira a garantir a transformação progressiva da produção familiar e de subsistência para produções viradas para o mercado.

16. Foi reiterado que o desenvolvimento regional, nos termos do mandato do GPZ, deve realizar-se em três vertentes principais: infra-estruturas, integração nacional e o envolvimento das populações locais nos processos da elaboração das concepções e de implementação dos programas de desenvolvimento do Vale do Zambeze.

17. A Comissão Interministerial do GPZ aprovou o princípio da criação de parcerias entre este e sectores do Estado e as empresas públicas.

   18. O GPZ deve prestar atenção à importância dos programas de desenvolvimento de electrificação e telecomunicações no País, nas parcerias com as entidades públicas e privadas, e para colmatar as lacunas que ainda se verificam, de maneira a responder aos imperativos do desenvolvimento a nível local.

19. O MADER e os Governos Provinciais, e sempre que necessário, com o apoio do GPZ, devem levar a cabo acções de titulação de terras sob gestão comunitária e as que devem ser reservadas para outros empreendimentos públicos, como reservas e coutadas.

20.
Neste quadro deve estudar-se as questões relativas à propriedade, uso, exploração e manutenção dos regadios, de maneira a assegurar a sustentabilidade dos investimentos.

21. A  Comissão    Interministerial   do   GPZ   tem   a  consciência  dos constrangimentos  dos  Estado  ao  nível  financeiro, que implicaram  limitações  nas       acções destinadas ao Plano de Desenvolvimento Comunitário e aos Projectos de Impacto Local Imediato e, nesse sentido, recomenda que se prossigam os esforços de priorização de meios para que a Região do Vale do Zambeze possa, efectivamente, libertar-se da pobreza e contribuir para o crescimento do país.

22. A Comissão Interministerial do GPZ sublinha ainda o imperativo de as autoridades locais, GPZ, MOPH, CFM, MIREME, entre outros, coordenarem, com a Comissão Nacional de Combate ao Sida, de modo a prevenir que as concentrações humanas que vão ocorrer impliquem uma maior disseminação da pandemia de HIV/SIDA.

23. A Comissão Interministerial do GPZ orienta ao GPZ e Ministérios relevantes para promoverem a navegação flúvio - marítima com incidência para a ligação entre Chinde e Quelimane e o transporte fluvial na Albufeira de Cahora Bassa.

24. A Comissão Interministerial do GPZ considera importante, que o Conselho de Ministros faça uma reflexão sobre a experiência dos 10 anos da existência do GPZ.

 


 

VALE DO ZAMBEZE ABRE AS PORTAS AO INVESTIMENTO DE MACAU, CHINA, EGIPTO E HOLANDA


 A  zona de maior potencial energético  e histórico da África Austral apresentou-se muito recentemente na China, Macau, Egipto e Holanda. O Vale do Zambeze quer investimentos nas mais diferentes áreas e prontifica-se a oferecer uma mão cheia de condições favoráveis.

 
Uma delegação moçambicana chefiada pelo Director Geral do GPZ, o Prof. Dr. Sérgio Vieira esteve sucessivamente na China, Macau,  Egipto e Holanda, onde cativou os empresários daqueles países para  investirem com força no Vale do Zambeze.

Em diferentes encontros com agentes económicos daqueles países, a delegação convidou aos interessados para virem ao Vale do Zambeze, em Moçambique investirem. Parcerias agrícolas, de investigação de tecnologias de produção de equipamentos e gestão de unidades de assistência agrária, de aproveitamento dos recursos hídricos e para a criação de empresas de construção civil, são diversas as áreas de intervenção possíveis., ao que se juntam acções de reabilitação de complexos agro-industriais, de desenvolvimento de infra-estruturas hidráulicas e da aquacultura de crustáceos.

A delegação não deixou de abrir as portas  a outros e tantos investimentos que possam estar mais na orbita do interesse dos empresários daqueles países visitados. Na área financeira e de serviços, consequência do sector que constitui a grande fatia da actividade empresarial na produção têxtil na China.

O que não falta em Moçambique são áreas de intervenção, apear de muitos serem já os projectos e grandes os montantes de algumas das acções planeadas. Mais humildes estão outros  em fase de conclusão, como linhas férreas (orçadas em 450 milhões de USD) e uma Central térmica orçada em mil milhões de USD.

Os Chineses já marcaram presença, por exemplo na aquacultura de crustáceos, mas Moçambique quer mais.  Há condições favoráveis ao investimento, Moçambique é signatário de vários acordos internacionais, a situação macroeconómica  é boa se comparada com os restantes países, o crescimento económico está acima dos 8 por cento, há uma relativa baixa da taxa de inflação e estabilidade monetária e política, e tudo isso constitui incentivo para investimentos externos.


INTERNET PARA O VALE DO ZAMBEZE
Região vai se ligar ao resto do Mundo

O GPZ- Gabinete do Plano do Desenvolvimento da Região do Zambeze, vai introduzir brevemente a rede de acesso a Internet no Vale do Zambeze, um projecto que pretende contribuir para:

     . Acesso universal à informação para todos os cidadãos interessados;
     . Expandir e desenvolver o ensino da Informática;
     . Reduzir as assimetrias na área da Informática;
     . Encorajar a formação à Informática de Dirigentes, Líderes comunitários, mulheres, jovens e crianças;

A rede em desenvolvimento denominada ZAMBNET é constituída por:

     . Um Serviço provedor de Internet (ISP) principal em Tete;
     . Um
Serviço provedor de Internet (ISP) Secundário em Quelimane;
E
stações remotas de VSAT com acesso a Internet e Serviços de comunicação de telefonia em todas as capitais dos distritos do Vale do Zambeze.

Com esta rede a Região do Vale do Zambeze estará dotada de um serviço de acesso à Internet sem fio e em Banda larga, a baixo custo.

Numa primeira fase estarão abrangidos, para além de Tete, os distritos de Angónia, Mutarara e Gorongosa. Na segunda fase, o serviço estará disponível em todas as capitais distritais da região.

A rede ZAMBNET resulta de uma parceria entre o GPZ, VALZAMBNET E SATCOM,  sendo essas duas ultimas empresas especializadas nas áreas de Telecomunicações e Informática.

Vale do Zambeze já tem um PROGRAMA ESTRATÉGICO

O Conselho de Ministros aprovou muito recentemente o Programa Estratégico do Vale do Zambeze, documento de extrema importância, pois este servirá de guião para todos os projectos que se pretendem implementar na região, independentemente dos intervenientes.

O documento apresentado pelo GPZ, mas que na sua fase preparatória colheu sensibilidades das comunidades e dos Governos das Províncias que integram o Vale do Zambeze, aglutina no seu todo, 28 Projectos tidos como sendo estratégicos, 70 Projectos prioritários e mais de 500 Projectos de impacto imediato local, todos eles em volumes separados.


Arborização da Albufeira de Cahora Bassa

Estão em curso actividades de arborização das encostas da Albufeira de Cahora Bassa, aquela que é uma das grandes reservas de água na região.

Pretende-se com esta acção contribuir para a preservação da vida útil da Albufeira e da própria Barragem de Cahora Bassa.

Fomento Pecuário no Vale do Zambeze

Em curso desde o ano de 2003 o programa de Fomento Pecuário de bovinos de trabalho e caprinos nas regiões do Planalto e do Baixo Zambeze está a ter resultados positivos, na medida em que os beneficiários estão usar estes animais na campanha agrícola ora em curso, e dizem estar muito encorajados com a actividade.

O programa que consistiu, inicialmente, na entrega de 100 juntas no Planalto e 60 no Baixo Zambeze, já treinadas, a igual número de beneficiários distribuídos pelos distritos de Tsangano, Angónia, e Macanga, Gorongosa e Maringué, prevê neste ano o seu alargamento para mais beneficiários destes e de outros distritos.

No fomento pecuário de caprinos, onde foram entregues 60 cabras a diferentes beneficiários do distrito de Angónia, e 10 ao internato de uma Escola Primária em Macossa, província de Manica, está-se, igualmente, a colher igualmente bons “frutos”.

As cabras estão a reproduzir, contando-se neste momento com um crescimento na ordem de 100 %. Isto significa que, a curto prazo, este programa vai contribuir sobremaneira na dieta alimentar das populações beneficiárias, incluindo os alunos do referido internato.

Projecto reflorestamento no Planalto

Em curso desde o ano 2002 naquela parcela do Vale do Zambeze, o Projecto de reflorestamento Comunitário da cordilheira de Ulongué, conta com um total de 13.546 mudas plantadas, entre pinheiros e eucaliptos, numa área de cerca de 13.500 m2.

Espera-se que com o referido projecto, num período de 5 a dez anos, a sub-região do Planalto, com as duas espécies acima referidas, venha a satisfazer as indústrias de madeira locais e não só.

Os eucaliptos e aos pinheiros são espécies exóticas de rápido crescimento e proporcionam madeira de grande qualidade, que pode ser empregue no fabrico de diferentes tipos de mobília.