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ACORDO PARA O VALE DO ZAMBEZE APROXIMA MACAU DE
MOÇAMBIQUE
GEOCAPITAL SELOU PARCERIA COM EMPRESAS MOÇAMBICANAS
Um acordo assinado pela Geocapital,
SOGIR-Sociedade de Gestão Integrada de Recursos, e a
Mozacapital, uma sociedade financeira que pretende
constituir-se neste ano de 2006 como o primeiro Banco de
Investimento de Moçambique, foi assinado em Macau nos
finais do ano passado.
A nova empresa criada, resultante do acordo, denominada
por Zambcorp, e segundo o acordo, ficará responsável
pela prospecção, detecção e recenseamento das
oportunidades de aproveitamento económico dos recursos
naturais da zona de inserção geográfica do rio Zambeze
onde se integra, designadamente a barragem de Cahora
Bassa.
A joint-venture surge em consequência de um memorandum
de entendimento assinado em Setembro de 2005 entre a
Geocapital e o GPZ — Gabinete do Plano de
Desenvolvimento do Vale do Zambeze.
O memorandum aponta para uma actuação concertada no
aproveitamento económico de recursos naturais, nos
domínios da energia hidroeléctrica e térmica, do carvão,
gás, da agro-indústria, do transporte ferroviário,
portos, minerais ferrosos e não ferrosos, imobiliário e
turismo.
O acordo assinado por Stanley Ho, Ambrose So e Ferro
Ribeiro, em representação da Geocapital, e por Sérgio
Vieira, do Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Vale
do Zambeze prevê ainda a identificação e indicação de
empresas da China e desta região geográfica com
capacidade económica para a exploração dos recursos
naturais daquela região moçambicana.
Durante séculos Macau tem sido um ponto de encontro
entre o Oriente e o Ocidente, e está a tornar-se mais
importante como plataforma para a cooperação económica e
cultural entre a China e os países de expressão
portuguesa.
O Vale do Zambeze, com 225.000 kilometros quadrados tem
a reserva de agua mais significativa da região da Africa
Austral do continente Africano, possui a maior reserva
de hidroenergia do subcontinente localizada em Cahora
Bassa. Possui igualmente condições para responder as
necessidades nacionais de produção de cereais, fibras
têxteis, oleaginosas, proteínas vegetais, florestas
renováveis, carnes, peixe e produtos minerais.
No Vale do Zambeze existem ainda 5,5 milhões de hectares
propícios para a agricultura irrigada, pecuária,
silvicultura, ecoturismo e outras actividades.
Lembre-se que a assinatura deste acordo é o culminar de
uma serie de trabalhos preparatórios, incluindo uma
visita o ano passado a Moçambique, por individualidades
da Geocapital ao Vale do Zambeze. Na ocasião, uma
delegação que integrava três individualidades da
Geocapital, incluindo o Presidente da Comissão Executiva
da Geocapital, tiveram a oportunidade de visitar zonas
da região do Vale do Zambeze nas províncias de Tete e
Zambézia, com enorme potencial hidroeléctrico e
agro-industrial.
Moçambique, em particular a região do Zambeze, está na
mira de investimentos da Holanda, China e Egipto.
Sabe-se que o interesse do GPZ – gabinete do Plano de
Desenvolvimento do Vale do Zambeze, consolidar e criar
novas áreas de uso e gestão de recursos naturais pelas
comunidades e sector privado ao longo da margem do rio
Zambeze, mas sobretudo nas regiões limítrofes de Cahora
Bassa.
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